segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Resumo do Beringelense vs Louredense

A contar para a segunda jornada desta 2ª fase, este sábado recebemos os actuais campeões do INATEL.

Infelizmente ao contrário do que esperávamos tivemos uma baixa de última hora, o Daniel, que por indisponibilidade física não pode dar o contributo à equipa. Tinha sido uma mais valia importante pois com o estado do terreno algo pesado, a sua habitual disponibilidade física teria sido importante neste jogo. Apesar disso não foi a primeira vez que não pudemos contar com ele e a equipa sempre teve como principal arma o colectivo.

O onze inicial escalado pelos treinadores Pedro Xavier e José Inverno foi parecido ao do último jogo com a Trindade. Apenas o regresso de Mário Neves obrigou a alterações no 11.

Titulares: Rúben Carapeto, José Torrado, Cláudio Ramos , Edgar Carapeto, Mário Neves (c), Ricardo Borges, José Rolim, André Ramos, Marco Dias, Vítor Galvão e Tiago Trombinhas.

Suplentes: Hélder, José Miguel, Miguel Reis, Fernando Jorge, David Carvalho e Dionísio.


1ª Parte

Na marcação do primeiro canto e após alguns ressaltos a nosso favor inaugurámos o marcador por Marco Dias que ao segundo poste concretizou um lance polémico (*1) na área do Louredense.
A equipa do Louredense encontrou-se em desvantagem bastante cedo e começou a criar perigo através de lançamentos longos (por intermédio de Jorge Lúcio) para as costas dos nossos laterais.
O perigo começava a rondar a nossa baliza que mesmo assim não obrigava o guarda-redes Rúben a grandes trabalhos. Num desses lances o Lourendense pede penalty (*2) mas que o árbitro não assinala.

Nós conscientes da importância de chegar ao intervalo em vantagem tentávamos contrariar o fluxo ofensivo do Louredense. Num lance na área do Louredense, desta vez é a nossa equipa que reclama por uma grande penalidade (*3) em que também o árbitro manda seguir o jogo.

Antes do intervalo o defesa direito do Louredense num cruzamento para a área em que a bola faz um arco bastante acentuado e acaba por ir à baliza, o nosso guarda-redes acaba por perder o equilibrio deixando a bola entrar na baliza e o Louredense chega ao golo do empate. Foi um momento infeliz do nosso guarda-redes que tem feito exibições de grande nível ao longo do campeonato.

2ª parte

As duas equipas entraram para a segunda parte com o vontade de ganhar mas com muito mais vontade do que cabeça. O Louredense entrou melhor e conseguiu mais posse de bola mas sem nunca conseguir criar muito perigo.
Nós tentávamos o contra-ataque para tentar chegar à área do adversário mas sem grande êxito.
Sensivelmente a meio da segunda parte num lance mais uma vez polémico na nossa área o árbitro desta vez decide-se por marcar o penalty (*4). O avançado do Louredense não desperdiça e completa a reviravolta no marcador.
Após isto e já com os nossos jogadores algo debilitados fisicamente mas com muita vontade de chegar ao empate, criámos algumas situações de golo em que com alguma felicidade o Louredense conseguiu resistir. Prova disso foi um remate a barra e uma jogada em que o defesa direito corta a bola quando esta já tinha passado pelo guarda-redes e tinha tudo para entrar na baliza.
Balançados para o ataque e sem forças para recuar nos devidos momentos o Louredense também dispôs de algumas oportunidades para "matar o jogo" mas tal não aconteceu.


Vou agora fazer algumas considerações sobre os lances polémicos da partida:

(*1) No lance do golo do Beringelense o jogador José Rolim é derrubado quando ja dentro da pequena área tinha tudo para fazer o golo e o árbitro mandou seguir o lance que depois Marco Dias acabou por concluir.

Não existe lei da vantagem neste caso e como tal o penalty devia ter sido marcado e o jogador do Louredense expulso.

(*2) Lance na área do Beringelense em que o guarda-redes Rúben derruba um jogador do Louredense na área.

Antes do derrube, o jogador do Louredense toca com a mão na bola e logo devia ter sido marcada um falta a favor do Beringelense.

(*3) Lançamento do lado esquerdo do ataque do Beringelense para Marco Dias que recebe a bola dentro da área do Louredense e é carregado por trás em falta ("até se ouviu"). O jogador fica caído e a defesa do Louredense recupera a bola.

Penalty por marcar a favor do Beringelense.

(*4) Após um ressalto de bola na área a bola vai à mão de um jogador do Beringelense e o árbitro assinala penalty.

O jogador do Beringelense falha o corte e com um movimento natural do braço após o movimento da perna acaba por tocar a bola que por sua vez foi ao chão e quando subiu entrou em contacto com a mão do jogador. Estou certo que é um lance muito polémico pois a trajectoria da bola é alterada, estou certo que não era intenção do jogador cortar a bola com a mão logo seria um caso de bola na mão mas por outro lado muitos árbitros optam por marcar todos os lances em que existe o toque de bola na mão dentro da área e logo aceita-se a decisão do árbitro.


Tal como prevíamos foi um jogo muito complicado que foi jogado mais com o coração do que com a cabeça. Não se praticou um futebol vistoso mas foi um jogo interessante e bem disputado, sendo que o Louredense teve a sorte do jogo.

Homem do jogo Beringelense: Edgar Carapeto
Homem do jogo Louredense: Diogo Baía

O árbitro teve um jogo dificil com bastantes casos, de resto conseguiu controlar o jogo sem mostrar muitos cartões.


André Ramos

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Antevisão Beringelense vs Louredense

A contar para a segunda jornada da Taça Fundação INATEL (2ªfase) recebemos os actuais campeões.

Quanto à equipa do Louredense defino-a como uma equipa muito forte que pratica um bom futebol em que as suas principais armas são o colectivo e a capacidade de posse de bola. Em termos de fragilidades considero que a defesa é o sector mais fraco, fiquei com essa ideia desde o jogo da primeira fase, apesar de o defesa direito ter sido substituído ainda na primeira parte e achar que os centrais que jogaram não eram os habituais titulares.

Por outro lado, a nossa equipa tem demonstrado grande capacidade de superação nos jogos em que teoricamente somos inferiores aos adversários. Com o acumular de jogos esta época, a nossa equipa criou uma imagem muito diferente aquela que tínhamos deixado o ano passado e acredito que os nossos adversários hoje nos encaram com mais respeito. É algo que a meu ver foi conquistado com humildade e todo o mérito.

O objectivo para este jogo, como não podia deixar de ser, é a vitória pois jogamos em casa e em principio iremos ter a equipa na máxima força.

Outro facto que quero aqui realçar outra vez é que estou muito orgulhoso da nossa equipa por tudo o que conseguiu até hoje e verificar que 80% para não dizer mais são jogadores de Beringel. Criámos um grupo muito unido seja dentro do campo como fora dele. Independente do resultado de amanhã sei que iremos ter um convívio animado no final e isso por si só já me deixa com vontade de dar tudo em campo.

André Ramos

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Resumo do Trindade vs Beringelense

A nossa equipa deslocou-se à Trindade desfalcada com a ausência de 4 jogadores que costumam ser titulares. O nosso capitão Mário Neves, o Daniel, o Fernando (que agora ocupa a posição de treinador adjunto do Aljustrelense e desde já os nossos parabéns) e também o avançado David foram as principais ausências. Outra das ausências foi o defesa central João Godinho que apesar de não ser um habitual titular nos últimos jogos é sempre uma opção válida.

Foi com estas limitações que o treinador Pedro Xavier auxiliado pelo José Inverno escalaram o seguinte onze inicial:
-Rúben Carapeto, Pedro Veiga, Cláudio Ramos (c), Edgar Carapeto, José Torrado, Ricardo Borges, José Rolim, André Ramos, Marco Dias, Vítor Galvão e Tiago Trombinhas.

Suplentes:
-Hélder, José Miguel, Dionísio e Miguel Reis.


1ª Parte

O jogo começou com um certo equilíbrio marcado pela luta ao meio campo e com ambas as equipas a conhecerem-se, passada essa fase a Trindade a jogar em casa começou a assumir mais o jogo e através dos seus extremos chegaram a nossa área com bastante perigo mas sem conseguir concretizar. A nossa equipa jogava agora mais em contra-ataque e sempre que podia tentava chegar ao golo, prova disso foi uma jogada em que o guarda-redes da Trindade se conseguiu antecipar ao nosso avançado Tiago que já se encontrava dentro da pequena área para inaugurar o marcador. Na marcação de um livre indirecto a Trindade esteve mais uma vez perto do golo numa bola que passou junto ao segundo poste da baliza defendida por Rúben Carapeto.
Chegámos então ao intervalo com o marcador a registar o nulo.

2ª Parte

Para o inicio do segundo tempo, Tiago Trombinhas deu o lugar ao Miguel que ocupou a mesma posição que vinha sendo ocupada pelo Tiago. Este período foi bastante idêntico ao período final na primeira parte em que a Trindade tinha mais posse de bola mas contra uma equipa compacta e unida como foi a nossa não eram muitas as ocasiões de golo que dispunham. A nossa equipa continuava a tentar chegar ao golo, através de rápidos contra-ataques sobretudo por Vítor Galvão que se encontrou muito activo neste jogo. Com o avançar do tempo a nossa equipa começou a demonstrar grande desgaste fruto da paragem no campeonato e a Trindade estava cada vez mais perigosa e tentámos refrescar a equipa através das entradas de José Miguel e Dionísio para os lugares de Pedro Veiga e Rolim.
A Trindade continuava a ser a equipa com sinal mais e criava agora bastante perigo na nossa área, um dos lances mais perigosos foi um remate após um canto de um jogador da Trindade que apenas não entrou a nossa baliza pois foi de encontro ao poste. Nos últimos minutos quando a Trindade estava a dar o tudo por tudo e se encontrava balançada para o ataque, Dionísio viu-se isolado perante o guarda-redes num dos nossos contra-ataques mas que não conseguiu bater o guarda-redes que defendeu para canto. Mais tarde, mais um remate de Dioníso mas que desta vez não acertou no alvo.

Acabámos o jogo com o sentimento que podíamos ter saído da Trindade com os 3 pontos pois ficámos com os últimos lances do jogo no pensamento. Mas após a análise mais a frio todos concordamos que a vitória tinha sido um resultado injusto pois a equipa da Trindade foi sempre a equipa com mais bola e que teve mais oportunidades de golo. O empate veio assim premiar a união, organização e capacidade de sofrimento da nossa equipa e por outro lado penaliza a equipa da Trindade pela falta de eficácia.


André Ramos